18 abril, 2012

"Demi Lovato deveria ser uma estrela pop de primeira" diz escritor do New York Times


O dramaturgo, jornalista e escritor Mark Blankenship escreveu, ontem, no site New Now Next, uma crítica positiva sobre Demi e sua carreira. Leia, na íntegra, a seguir: 
Se você nunca ouviu falar sobre a Demi Lovato, sugiro que pule os próximos parágrafos e agite a sua sala com suas canções. Se você já ouviu falar dela, então caminhe comigo por um momento... Aqui na sombra, onde teremos privacidade. Veja bem... Se o nome dela te faz suspirar, exasperado, então você e eu somos iguais. 

Quando ouvi dizer que ela estava lançando álbuns, pensei “Ah, bacana. A última princesa da TV a cabo com um contrato de gravação.” Nunca nem assisti a sua série Sonny With a Chance, mas nem precisava. O fato de o seriado existir já me dizia que Demi Lovato era coisa de criança, não algo para sabichões do pop, como eu. 

Em algum momento ali, também ouvi que Lovato foi para a reabilitação por “problemas emocionais”, e fiquei ainda menos interessado em sua música. Tenho interesse zero na vida pessoal de celebridades. Não quero saber com quem casam ou namoram ou em quem batem ou quem processam, então quando eu ainda ouço falar nos seus dramas pessoais, eu já vou logo assumindo que – justamente, ou não – seu comportamento pôs sua arte na sombra. E, se sua arte é secundária às suas personalidades, por que eu ainda ligo? 

Mas aí, as canções do terceiro álbum de Lovato, Unbroken, ficavam se infiltrando na minha vida. Ano passado, notei que a super balada “Skyscraper” era número um no iTunes, então fui ouvir. E... ooopa, amei. A voz de Demi é crua e honesta, e a composição e produção são perfeitas. (Toby Gad, que co-escreveu “If I Were a Boy” da Beyoncé, ajudou nas duas partes.) 

Se você não curte baladas, então não vai gostar de “Skyscraper”, mas caso goste, dê uma chance a essa canção. 

                                   

Isso foi há alguns meses, e semana passada, Lovato me atingiu com força total. Primeiro, ouvi seu novo single, “Give Your Heart a Break” no rádio, e oops... amei também! Pra começar, foi escrita por Billy Steinberg, que escreveu algumas das melhores canções dos anos 80 (“Like a Virgin”, “Alone”, “So Emotional”, etc.), então a faixa já tem lá seus créditos. Mas é ao mesmo tempo grudenta e emocionalmente urgente enquanto Lovato diz a um garoto que não está lá para machucá-lo. (Novamente, os vocais roucos de Demi fazem o material vender bem.) 

E, finalmente: “Give Your Heart a Break” tem um jogo bacana de palavras! Me senti mais esperto por ouvir.

                                     

Algumas horas depois de perceber que adorei essa música, me encontrei com um amigo na Times Square – nós dois voltando para casa a pé, do trabalho – e ele estava ouvindo Demi Lovato em seu iPod. Compartilhamos nosso entusiasmo mútuo, e ele me apontou para “My Love Is Like a Star”, escrita por Gad e pelo super fofo britânico James Morrison. E, cacetada, gente... aqui, os vocais influenciados por R&B de Demi me lembram a Jessie J, e o refrão é viciante. É uma balada lenta, para dar uns amassos, e vai, definitivamente, fazer suas calcinhas caírem. 

                                      
OBS.: o Vídeo acima não é Official

Se Demi Lovato fosse a nova pop star do momento, os ouvintes adultos iriam adotá-la como um prodígio. Ao invés disso, sinto que as audiências e programas de rádio estão resistindo a tocar suas músicas por causa de seus problemas pessoais e seu passado com a Disney. Deveriam parar com essa bobeira agora. Estamos apenas nos prejudicando com isso.



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